“Não tem equipe para dar conta de mais pacientes”, diz administradora da UPA de Santa Maria

Unidade de Pronto-Atendimento 24h, porte III, de Santa Maria está atendendo além do limite de sua capacidade para casos de Covid-19. Na sexta-feira (06), o índice de ocupação estava em 100 %, com a ocupação dos 11 leitos disponíveis, mas durante a semana chegou a registrar índice superior a 150%. Devido à gravidade da situação dos casos de covid atendidos no local, quando esgota a lotação dos leitos disponíveis, os casos menos graves estão sendo colocados na sala de nebulização, que tem cinco poltronas e chega a receber o dobro da capacidade em cadeiras até que seja liberado o leito na sala de observação.

Desde segunda-feira (08), foram registrados 9 óbitos de casos suspeitos ou confirmados de Covid-19. A situação da UPA local não é diferente do que tem sido registrado em outras unidades de saúde do Estado.

“Somos uma unidade intermediária de saúde que deveria fazer um primeiro atendimento, estabilizar e direcionar os pacientes ou para internação clínica ou para UTIs nos hospitais de referência para covid. Só que estamos fazendo o papel de hospital de alta complexidade”, contextualizou o coordenador de enfermagem da UPA, enfermeiro Jônatas Wrague da Conceição.

UPA, que é administrada pela Associação Franciscana de Assistência a Saúde (Sefas), vem mantendo atendimento com sete médicos na linha de frente, cinco para atendimentos de adultos e dois para crianças, sendo que também são acionados para dar suporte fora da pediatria quando a demanda aumenta.

A gravidade dos casos que chegam à unidade e a procura de pacientes com outras doenças, que representa quase metade dos atendimentos diários e poderiam procurar outros serviços de saúde de referência para casos menos complexos, tem sobrecarregado médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, integrantes do setor administrativo e da higienização.

“Por enquanto, não faltam respiradores ou outros equipamentos e medicamentos, mas estamos no limite das condições físicas do prédio e de fluxo. Não tem equipe para dar conta de mais pacientes”, relata a administradora da UPA, Manuela Trevisan.

Ontem à tarde, dos 16 pacientes atendidos, quatro estavam entubados. Haviam 10 pacientes aguardando o sistema de regulação encontrar vagas em alas clínicas e em UTIs em hospitais de referência para covid.

Foto: Prefeitura de Santa Maria – antes da pandemia

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