Hospital Moinhos de Vento aluga contêiner para expandir necrotério após lotação de UTIs

Medida prevê atraso na retirada de corpos por parte das funerárias 

Medida prevê atraso na retirada de corpos por parte das funerárias depois de alta da Covid-19

No dia em que o Rio Grande do Sul registrou o índice mais alto de internações em UTIs desde o início da pandemia, o Hospital Moinhos de Vento anunciou a expansão programada da estrutura do morgue (necrotério) da instituição. Segundo o hospital, a medida sinaliza o avanço de mais uma etapa do Plano de Gestão de Crise, criado pelo Comitê de Enfrentamento da Covid-19.

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“Mesmo que não venha a ser utilizada, trata-se de uma medida preventiva que se faz necessária dentro dos padrões de qualidade assistencial e médica da instituição. A partir desta terça-feira, será instalado provisoriamente um contêiner refrigerado anexo ao hospital. Será utilizado somente em caso de real necessidade, considerando a possibilidade de atrasos na retirada dos óbitos por parte das funerárias, realidade essa percebida em outras cidades do Brasil e do mundo”, afirmou a instituição em nota, nesta terça-feira, quando o Estado registrou o maior volume de mortes diárias por Covid-19, com 185 casos. A estrutura atual do necrotério comporta até três óbitos. 

O Hospital Moinhos de Vento está com mais de 100% de ocupação dos leitos de terapia intensiva. Pessoas com menos de 60 anos de idade correspondem a 35% dos pacientes internados. A instituição reforça o apelo à comunidade para que atente às normas de proteção, com uso de máscara e higienização constante. E recomenda, ainda, que evitem ao máximo aglomerações e circulações desnecessárias.

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IGP diz que atendimentos estão estáveis

O Instituto Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul afirmou, nesta terça-feira, que o número de mortes violentas atendidas pelo órgão não sofreu alterações “nos últimos tempos”. “O número de necropsias continua estável com cerca de 10 atendimentos por dia”, afirmou o IGP em nota, na tarde de hoje.

No entanto,  o órgão avalia a solicitação de contêineres para, em caso de contingência devido à superlotação de hospitais, servir como “reforço” às instituições.

Fonte: Correio do Povo 

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