“Ciclone-bomba” provoca ao menos 3 mortes em Santa Catarina. Veja imagens e vídeos

O fenômeno aconteceu nesta terça-feira (30/06), na Região Sul do país, provocando grandes estragos também em Curitiba

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Santa Catarina informaram que ao menos três mortes foram registras durante o “ciclone-bomba” que atingiu o estado. O fenômeno aconteceu nesta terça-feira (30/06), em partes da Região Sul do país, provocando grandes estragos devido aos ventos que atingiram 120 km/h. Segundo serviços de meteorologia, o mau tempo deve continuar até esta quarta-feira (01/07)

 

 

Vale do Itajaí com muitos estragos

A região do Vale do Itajaí também foi fortemente castigada. Conforme repassado pela Epagri/Ciram, ventos de 90km/h foram registrados no aeroporto de Navegantes.

Rodovias interrompidas

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) também informa danos em algumas rodovias federais do Estado. A comunicação do órgão ainda reitera para que as pessoas, dentro do possível, evitem sair de casa e transitar pelas rodovias em função do risco iminente, além de alguns trechos destruídos.

Alguns locais onde a rodovia foi ou está interditada:

BR-470, Blumenau, Ascurra, Lontras e Rio do Sul;

BR-116, Mafra e Monte Castelo;

BR-282, Joaçaba, Campos Novos, Vargem, Xanxerê, São José do Cerrito, Bom Retiro e Rancho Queimado;

BR-101, Itajaí, Biguaçu, Paulo Lopes e Tubarão

BR-153, Concórdia.

A Defesa Civil, em regime de urgência em seus atendimentos, fez um registro dos municípios que registraram as maiores rajadas de ventos: até às 15h desta terça, o município de Morro da Igreja contabilizou ventos de até 120 km/h.

Tangará, com 111, Chapecó 108, Urupema 104 e Campo Belo do Sul, 100, foram os recordistas.

O que é um ciclone bomba?

De acordo com a Somar Meteorologia, um ciclone nada mais é que um intenso sistema de baixa pressão atmosférica (onde os ventos giram no sentido horário), e que se forma muitas vezes na costa da região Sul do Brasil. Eles recebem nomes de tropicais, extratropicais ou subtropicais dependendo da sua região de formação e alguns outros fatores mais complexos. A pressão no centro de um ciclone é medida em ”hPa” ou seja, hectopascal.

No dia de hoje, tivemos a formação de um ciclone extratropical, que é bastante comum nesta época do ano e está associado com a formação de frentes frias. O que não é tão comum, é a queda rápida de pressão no centro do ciclone, como acontece no dia de hoje. Um ciclone ”bomba” nada mais é do que uma área de baixa pressão, que apresenta uma queda mais rápida na pressão atmosférica de 24 hPa ou mais em um período de 24 horas, e este fator é o que diferencia um ciclone normal e um ciclone ”bomba”. Essa queda foi/será observada entre hoje e amanhã.

Vídeos : Site Metrópoles

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