Atrito entre Eduardo Leite e prefeitos deixa futuro da cogestão em xeque

O provável retorno do sistema de cogestão do plano do distanciamento controlado no dia 22 não arrefecerá o atrito criado entre o governador Eduardo Leite (PSDB) e alguns prefeitos, entre eles o da Capital, Sebastião Melo (MDB).
       Melo encabeça um grupo de gestores descontentes com o que consideram uma política de “morde e assopra” do Piratini com relação a restrições e fechamentos. “Aderi à cogestão no entusiasmo de dividir responsabilidades.
     Mas adiar em uma semana e suspender na outra não é cogestão”, criticou o emedebista. Para ele e outros prefeitos, a redução das transmissões do coronavírus passa mais pela conscientização da população do que pelo fechamento do comércio.
      Ainda assim, Melo admitiu a falta de capacidade de fiscalizar, por exemplo, o mau uso de máscaras nas ruas.
Melo confirma modelo de cogestão para flexibilizar restrições em Porto  Alegre | Prefeitura de Porto Alegre
      Em paralelo às rusgas com os gestores municipais, integrantes do próprio governo veem a cogestão “em uma encruzilhada”, dado o aceno de Leite à manutenção da bandeira preta até o fim do mês, uma data posterior à volta da divisão de responsabilidades. Tal situação intrigou um integrante do Gabinete de Crise: “Qual seria a justificativa para retomar a cogestão sem que já tivesse se iniciado uma redução consistente nos números?”, questionou. Em meio ao embate político, a pandemia mostra dados arrasadores: mais de 10% do total de vítimas da Covid-19 no RS morreram nos primeiros 11 dias de março.
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