• 9 de agosto de 2022 23:24

Associação avalia como “grave” informação de que conselheiro tutelar mentiu sobre apuração de maus-tratos contra menina

jun 17, 2022

Mirella Dias Franco morreu em 31 de maio por intensa hemorragia abdominal causada por objeto contundente

 

A Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Estado (Aconturs) avalia como grave a informação de que um conselheiro tutelar de Alvorada mentiu sobre ter feito apuração de denúncia de maus-tratos no caso de Mirella Dias Franco.

A menina morreu em 31 de maio, em Alvorada, por intensa hemorragia abdominal causada por objeto contundente. O padrasto e a mãe foram presos por suspeita de tortura com resultado morte.

Caso Mirella: mãe e padrasto são presos pela Polícia Civil de Alvorada

 

Caso Mirella: mãe e padrasto são presos pela Polícia Civil de Alvorada

 

– É incomum para nós essa situação de falsificar um documento. Fazemos capacitações, formações continuadas para qualificar o atendimento. Nos causou muita surpresa. Sendo comprovado o que está sendo noticiado, a gente repudia e avalia como grave, até porque levou ao óbito de uma criança – diz Jeferson Careca, presidente da entidade. 

Caso Mirela: Polícia Civil apura se conselheiro tutelar mentiu e forjou documento – Rádio Guaíba

Em janeiro, o Conselho Tutelar de Alvorada foi alertado pelo Hospital Cristo Redentor sobre suspeitas de maus-tratos contra a menina. Na terça-feira (14), ao depor, o conselheiro tutelar que recebeu o alerta afirmou ter ido ao endereço e ter tentado contato por telefone, mas sem sucesso. Ele sustentou ainda ter feito um relatório do caso e aberto uma pasta. Alegou não ter voltado ao endereço em função de excesso de demanda de trabalho.

Mas depois que ele prestou as declarações, a polícia passou a receber informações de que era mentira. Ao conferir documentos do Conselho Tutelar, planilhas de rotas dos veículos e tomar o depoimento de outros funcionários, a delegada  Jeiselaure Rocha de Souza teve convicção de que o conselheiro mentiu ao depor. Na verdade, Mirella só ganhou uma pasta de acompanhamento pelo conselho depois de morrer, dia 31. E a certidão feita pelo conselheiro tinha declarações falsas. 

A polícia enviou o caso para análise do Ministério Público de Alvorada. A corregedoria do Conselho Tutelar da cidade também abriu expediente e defende o afastamento do funcionário, que está em 1º mandato. O Conselho Tutelar e a prefeitura de Alvorada optaram por não se manifestar sobre o caso até o final das investigações.

O padrasto, Anderson Borba Carvalho Junior, e a mãe da menina, Lilian Dias da Silva, estão presos desde sábado por suspeita de tortura com resultado morte.

Fonte:GAUCHA ZH 

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