Amaja e Amasbi temem haver necessidade de abate sanitário de aves

Associações municipalistas devem participar na próxima semana de videoconferência com representantes da Secretaria Estadual da Agricultura e Mapa para discutir preocupação dos avicultores, uma vez que o fluxo dos frigoríficos estão prejudicados pelas interdições diante da pandemia de coronavírus

 

O prefeito de Victor Graeff, Cláudio Alflen, que também preside a Associação dos Municípios do Alto Jacuí (Amaja) e a Associação dos Municípios do Alto da Serra do Botucaraí (Amasbi), teve a sinalização na noite desta quinta-feira (14), de que deve acontecer no início da próxima semana a videoconferência solicitada pelas associações com representantes da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A intenção é tratar da preocupação que os avicultores têm manifestado diante da interdição de plantas frigoríficas em várias regiões do Estado.

Em Victor Graeff, segundo o prefeito, os produtores entregam as aves para a unidade da JBS em Passo Fundo, que continua sem operação. De acordo com o prefeito as aves que estão nos aviários do município já deveriam ter sido levadas para o abate e destinadas à exportação. Auflen comenta que diante da não operação da planta passo-fundense as aves continuam na engorda, porém se passarem muito dos 40 dias de criação acabam não sendo absorvidas para o consumo no mercado interno e assim devem ser destinadas ao abate sanitário

Segundo o chefe do Executivo, que concedeu entrevista , o município tem 12 aviários, mas juntos respondem a um valor adicionado bastante expressivo se comparado à proporção de hectare destinado a avicultura versus a produção de grãos.

Passo Fundo | Jornal Ibiá

“Esta é a grande preocupação: o abate sanitário. No município temos quase 1 milhão de frangos sendo produzidos por ano, e 5% da economia do setor primário vem da avicultura. Isto representa mais R$ 5 milhões. Além de renda aos produtores é renda para os municípios que já tiveram uma diminuição muito grande de arrecadações em função da quebra da safra de grãos, que em alguns casos foi superior a 50 %. A avicultura é uma cadeia de diversificação que gera muitas compras e vendas e não podemos deixar estes produtores desassistidos”, comentou Cláudio Alflen.

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Na quinta-feira (14), o presidente das associações tinha contatado a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural para discutir o assunto e foi informado que a pasta já vinha tratando do tema com a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e a Secretaria Estadual de Saúde e Ministério Público do Trabalho. Conforme Alflen, além do prejuízo financeiro outra preocupação caso venha acontecer à necessidade do abate sanitário, é com o impacto ambiental da medida.

“Vamos fazer esta pressão esperando poder dar um retorno positivo aos avicultores de que não tenhamos o sacrifício de milhares de aves, isto poderá gerar um prejuízo enorme e até problemas ambientais, pois devem haver protocolos a serem seguidos em relação ao descarte e não queremos chegar a este ponto”, concluiu o prefeito.

 

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